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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Senhores, não existe lugar para se chegar, existe apenas este movimento de aprender que se torna doloroso só quando há acumulação. Uma mente que está ouvindo em completa atenção nunca buscará um resultado porque está constantemente se abrindo; como um rio, ela está sempre em movimento. Tal mente está totalmente inconsciente de sua própria atividade, no sentido de que não há perpetuação de um ego, de um “eu”, que está buscando atingir um fim.

J. Krishnamurti, The Book of Life.

http://goo.gl/bZtYE

 
Alguém já se perguntou: "Posso ser uma luz para mim mesmo - não a luz de outrem, a luz de Jesus ou de Buda? Pode-se ser a luz para si mesmo? Isso quer dizer que não há sombra, pois ser uma luz para si mesmo significa que esta não é apagada por nenhum meio artificial, por circunstâncias, por tristeza, por acidente. Pode-se ser isso para si mesmo? Sim, mas só quando a mente não é desafiada porque está completamente desperta. A maioria de nós, entretanto, necessita de desafios, porque a maioria de nós está adormecida - adormecida porque fomos adormecidos por todos os filósofos, por todos os santos, por todos os deuses, sacerdotes e políticos. Adormece-se uma pessoa e ela não sabe que está adormecida: pensa que isso é normal. Um homem que quer ser a luz para si mesmo tem que se libertar disso tudo. Pode-se ser a luz para si mesmo somente quando não há "eu". Então, essa luz é a luz eterna, perene, imensurável.

J.Krishnamurti - Perguntas e Respostas.

http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2012/08/krishnamurti-importancia-de-ser-uma-luz.html

 

terça-feira, 9 de julho de 2013

O “eu” nada é senão palavras e memórias.

Então, o que é você? Você é um nome, uma forma, o produto de determinada sociedade, de uma cultura que tem enfatizado – ao longo de milhares de anos – que você é um ser separado, alguma coisa indefinidamente identificável. Certo? Você tem o seu caráter, sua tendência particular, agressiva ou complacente. Isso não é coisa montada pela cultura, que foi forjada pelo pensamento? É muito difícil, para as pessoas, aceitarem um exame muito simples e lógico, porque gostariam de pensar que o “eu” é algo extraordinário. Estamos mostrando que o “eu” nada é senão palavras e memórias.

J.Krishnamurti, On Mind and Thought.http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20110627.php

 
O “eu” se esconde sob cada pedra.

O “eu” se esconde de muitos modos, debaixo de cada pedra. O “eu” pode se esconder na compaixão, indo à Índia e cuidando de gente pobre, porque o “eu” está apegado a alguma ideia, alguma fé, conclusão, crença, que me torna misericordioso porque amo Jesus ou Krishna, e vou para o céu. O “eu” tem muitas máscaras: a máscara da meditação, a máscara de alcançar o nível mais alto, de ser iluminado, de “eu sei o que estou dizendo”. Toda essa preocupação com a humanidade é outra máscara. Portanto, é preciso ter um cérebro extraordinário, sutil, rápido, para ver onde ele está escondido. Isso exige muita atenção, vigilância, vigilância, vigilância.

On Mind and Thought, p 133.http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20110628.php

 
Religião é a cessação do “eu”.

Compartilhamos isso juntos? Porque é sua vida, não a minha vida. É sua vida de dor, de tragédia, de confusão, culpa, recompensa, punição. Tudo isso é sua vida. Se vocês são sérios tentaram desemaranhar tudo isso. Leram algum livro, ou seguiram um professor, ou escutaram alguém, mas o problema permanece. Estes problemas existirão enquanto a mente humana se mover dentro do campo da atividade do eu; essa atividade do eu tem de criar cada vez mais e mais problemas. Quando você observar, quando você se tornar extraordinariamente consciente desta atividade do eu, então a mente se torna extraordinariamente tranquila, sensata, saudável, sagrada. E a partir deste silêncio nossa vida na atividade diária é transformada.

Religião é a cessação do "eu" e a ação nascida desse silêncio. Essa vida é uma vida sagrada cheia de significado.

J.Krishnamurti,This Light in Oneself, p 77.
http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20111112.php?t=A+vida+religiosa

 
A mente é o “eu”.

Então, vamos descobrir o que é essa coisa extraordinária denominada mente, pois esse é o problema e nada mais. É a mente que cria o problema; é o pensamento, a mente condicionada, a mente que é pequena, estreita, intolerante, que cria as crenças, as ideias e o conhecimento, e que está incapacitada por seus próprios conceitos, vaidades, ambições, avidez e frustrações. Portanto, é a mente que precisa ser compreendida, e essa mente é o “eu”, essa mente é o ego – e não algum “eu superior”. A mente inventa o “eu superior” e então diz ser ela somente uma ferramenta para alcançar o “eu superior”. Tal modo de pensar é absurdo, imaturo. É a mente que inventa todas essas vias de fuga e, a partir daí, prossegue para fazer afirmações.
Portanto, vamos descobrir o que é a mente, mas você não pode descobrir com base na minha descrição. Vou falar a respeito disso, mas, se você se ativer a reconhecê-la por meio da descrição, então você não estará conhecendo o estado da sua mente.

Krishnamurti – The Collected Works vol XI, p 64.

Compreendendo a mediocridade de nossa mente:http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2012/09/compreendendo-mediocridade-de-nossa.html