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quinta-feira, 31 de outubro de 2013



O que importa é observar sua própria mente sem julgamento.

"Estamos interessados na compreensão da mente; e na compreensão não há condenação, nem exigência de um padrão de ação. Você está simplesmente observando; e a observação é negada quando você de preocupa com um padrão de ação, ou simplesmente explica a inevitabilidade de uma vida de escravidão. O que importa é observar sua própria mente sem julgamento – apenas olhar para ela, vê-la, ficar cônscio do fato que sua mente é uma escrava, e não mais; porque essa própria percepção libera energia, e é esta energia que vai destruir a escravidão da mente. Mas se você simplesmente pergunta, “Como vou me libertar de minha escravidão à rotina, do meu medo e tédio na existência diária?”, nunca vai liberar esta energia. Estamos interessados apenas em perceber o que é; e é a percepção do que é que vai liberar o fogo criativo. Você não pode perceber se não faz a pergunta correta e uma pergunta correta não tem resposta, porque ela não precisa de resposta. São as perguntas erradas que invariavelmente têm respostas. O impulso por trás da pergunta correta, sua própria urgência, traz a percepção. A mente perceptiva está viva, em movimento, cheia de energia, e só tal mente pode compreender o que a verdade é. Mas a maioria de nós, quando nos encontramos face a face com um problema deste tipo, invariavelmente buscamos uma resposta, uma solução, o “o que fazer” é muito fácil, leva a mais infortúnio, mais miséria. Esse é o caminho dos políticos. Esse é o caminho das religiões organizadas, que oferecem uma resposta, uma explicação; e tendo encontrado, a chamada mente religiosa fica satisfeita. Mas nós não somos políticos nem somos escravos de religiões organizadas. Estamos agora examinando os caminhos de nossas próprias mentes, e para isso não deve haver medo. Para descobrir sobre si mesmo, o que a pessoa pensa, o que a pessoa é, as extraordinárias profundezas e movimentos da mente – apenas para estar cônscio de tudo isso - é preciso certa liberdade."

- Jiddu Krishnamurti -

http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20120517.php?t=Mind
 

terça-feira, 9 de julho de 2013

É a mente capaz de observar claramente, sem distorções?

Distorções existem onde existem imagens, projeções, no relacionamento ou na ação. Certo? Eu sou um parente seu, tenho uma relação com você, tenho uma imagem de você. Essa imagem me impede de olhar para você. Eu tenho conhecimento, experiência do que você já me disse ou do que já fez a mim. Esse conhecimento, essa opinião, esse “pré-conceito” me impede de ver claramente – correto? Compreenderam? Opinião, conclusão, conceito, conhecimento impedem, no relacionamento, que se veja o fato. E o que importa é ver claramente. Quando isso se torna tremendamente urgente, então opinião, conclusão e julgamento são postos de lado e aí, você está olhando. Entenderam? Compreendeu, senhor? Estamos juntos até aqui?

Veja, você tem opiniões, não tem? Julgamentos, conhecimento, tanto tecnológico, quanto no que tange a relacionamentos, memórias de relacionamentos. É com essa memória que você olha. Com as conclusões e imagens que tem, é assim que você olha e, portanto, você não vê com clareza. Quando é urgente ver com clareza, a intensidade, a paixão, a necessidade de ver claramente, então não há lugar para opiniões, conclusões e julgamentos. Certo? Você vê a verdade disto: você não pode ver claramente, quando existe o observador, que é o passado; e olhar sem o observador. O observador é o eu: minhas opiniões, mágoas, expectativas, ambições, todas as minhas mesquinharias. Quando isso é dominante, quando isso aflora não há clareza de percepção.

- Krishnamurti -

http://nossaluzinterior.blogspot.com.br/2010/02/o-que-existe-alem-e-indescritivel.html