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terça-feira, 9 de julho de 2013

Que lugar ocupa o conhecimento na relação? 

Por favor, esta questão é muito séria, não é só uma proposição casual, argumentativa. Esta é uma investigação acerca de que lugar ocupam o conhecimento, a experiência, as recordações acumuladas, na relação. Tenham a bondade de responder a isto vocês mesmos, não olhem para mim. Se você diz: “Conheço a minha esposa — ou outra forma de relação intima —, já colocou esta pessoa dentro da estrutura de seu conhecimento acerca dela. Por conseguinte, esse conhecimento se torna o processo divisor. Você tem vivido com sua esposa, sua noiva ou o que for, e tem acumulado informação. Tem recordado as penosas declarações que ela tenha feito ou que você as fez; existe todo esse desenvolvimento da memória que dá forma a uma imagem, a qual interfere na relação com a outra pessoa. Correto? Por favor, observem isto em si mesmos. E ela está fazendo exatamente a mesma coisa. Nos perguntamos, pois: Que lugar ocupa o conhecimento na relação? O conhecimento é amor? Posso conhecer a minha esposa: sua aparência, o modo como se comporta, certos hábitos que possui, etc. Isso é bastante óbvio. Porém, por que devo dizer “conheço”? Quando digo que a conheço já limitei minha relação. Não sei se o compreendem. Já criei um bloqueio, uma barreira entre nós dois.

Krishnamurti – Brockwood Park, Inglaterra, 2 de setembro de 1982

Texto completo:http://nossaluzinterior.blogspot.com.br/2012/10/o-que-significa-estar-em-relacao-com.html

 
É a mente capaz de observar claramente, sem distorções?

Distorções existem onde existem imagens, projeções, no relacionamento ou na ação. Certo? Eu sou um parente seu, tenho uma relação com você, tenho uma imagem de você. Essa imagem me impede de olhar para você. Eu tenho conhecimento, experiência do que você já me disse ou do que já fez a mim. Esse conhecimento, essa opinião, esse “pré-conceito” me impede de ver claramente – correto? Compreenderam? Opinião, conclusão, conceito, conhecimento impedem, no relacionamento, que se veja o fato. E o que importa é ver claramente. Quando isso se torna tremendamente urgente, então opinião, conclusão e julgamento são postos de lado e aí, você está olhando. Entenderam? Compreendeu, senhor? Estamos juntos até aqui?

Veja, você tem opiniões, não tem? Julgamentos, conhecimento, tanto tecnológico, quanto no que tange a relacionamentos, memórias de relacionamentos. É com essa memória que você olha. Com as conclusões e imagens que tem, é assim que você olha e, portanto, você não vê com clareza. Quando é urgente ver com clareza, a intensidade, a paixão, a necessidade de ver claramente, então não há lugar para opiniões, conclusões e julgamentos. Certo? Você vê a verdade disto: você não pode ver claramente, quando existe o observador, que é o passado; e olhar sem o observador. O observador é o eu: minhas opiniões, mágoas, expectativas, ambições, todas as minhas mesquinharias. Quando isso é dominante, quando isso aflora não há clareza de percepção.

- Krishnamurti -

http://nossaluzinterior.blogspot.com.br/2010/02/o-que-existe-alem-e-indescritivel.html

 

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Verdade

"O homem não pode atingir a verdade por intermédio de nenhuma organização, de nenhum credo. Tem de encontrá-la através do espelho do relacionamento, através da compreensão dos conteúdos da sua própria mente e através da observação." 

(Jiddu Krishnamurti)