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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Atenção completa.

O que queremos dizer com atenção? Existe atenção quando estou forçando minha mente a atentar? Quando digo para mim mesmo, “Eu devo prestar atenção, tenho que controlar minha mente e deixar de lado outros pensamentos”, você chamaria isso de atenção? Certamente isso não é atenção. O que acontece quando a mente se força a dar atenção? Ela cria uma resistência para impedir que outros pensamentos se infiltrem; ela está interessada em resistência, em afastar, portanto é incapaz de atenção. Isso é verdade, não é?
Para compreender alguma coisa totalmente você deve dar sua completa atenção a ela. Mas logo descobrirá como isso é extraordinariamente difícil, porque sua mente está acostumada a se distrair, então você diz, “Por Deus, é bom dar atenção, mas como vou fazer isto?” Ou seja, você está de volta novamente ao desejo de conseguir alguma coisa, então nunca prestará atenção completa. Quando você vê uma árvore ou um pássaro, por exemplo, prestar completa atenção não é dizer, “Isso é um carvalho” ou, “Aquilo é um papagaio”, e ir em frente. Ao lhe dar um nome você já parou de prestar atenção. Ao contrário, se você está totalmente consciente, totalmente atento quando olha para alguma coisa, então descobrirá que uma completa transformação acontece, e essa total atenção é o bem. Não existe outra, e você não pode conseguir total atenção pela prática. Com a prática você consegue concentração, isto é, constrói muros de resistência, e dentro desses muros de resistência está quem se concentra, mas isso não é atenção, é exclusão.

J. Krishnamurti, The Book of Life.http://www.jkrishnamurti.org/pt/krishnamurti-teachings/view-daily-quote/20130709.php

 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Sabem o que significa amar alguém?

Sabem o que significa amar alguém? Sabem o que significa amar uma árvore, uma ave, um animal de estimação, ao ponto de cuidarmos com desvelo do ser que amamos, nutri-lo, acarinhá-lo, embora ele nada nos dê em troca — embora a árvore não nos dê sombra, o animal não nos siga os passos e não dependa de nós? A maioria de nós não amamos dessa maneira; em verdade, não sabemos o que isso significa, porque nosso amor é sempre cercado de ansiedade, de ciúme, de medo — e isso implica que estamos dependendo de outrem, interiormente, que desejamos ser amados também. Não amamos simplesmente, sem nada mais desejarmos. Queremos retribuição; e isso justamente, nos torna dependentes.

Krishnamurti — A Cultura e o problema humano.

http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2013/07/sem-amor-liberdade-e-mera-ideia-sem.html