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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Por que damos uma ênfase tão extraordinária à mente? 

O nosso problema está no fato de a nossa vida ser vazia e de não conhecermos o amor; conhecemos sensações, conhecemos a publicidade, conhecemos exigências sexuais, mas não há amor. E como se faz para transformar esse vazio, como encontrar essa chama sem fumaça? Esta é por certo a pergunta, não é? Então, vamos descobrir juntos a verdade desse assunto.

Por que a nossa vida é vazia? Embora sejamos muito ativos, embora escrevamos livros e frequentemos o cinema, embora nos divirtamos, amemos e vamos ao escritório, nossa vida é vazia, tediosa, mera rotina. Por que os nossos relacionamentos são tão superficiais, estéreis e sem muito sentido? Conhecemos a nossa vida suficientemente bem para saber que a nossa existência tem muito pouco significado; citamos frases e idéias que aprendemos — o que fulano ou beltrano disseram, o que os mahatmas, os santos mais recentes ou os antigos santos disseram. Se não for um líder religioso, seguimos um líder político ou intelectual, seja Marx, Adler ou Cristo.

Somos apenas fitas gravadas que repetem, e damos a essa repetição o nome de conhecimento. Aprendemos, repetimos, e a nossa vida continua extremamente superficial, entediante e repulsiva. Por quê? Por que é assim? Por que atribuímos tanta importância às coisas da mente? Por que a mente veio a se tornar tão importante na nossa vida — quando digo mente refiro-me às idéias, ao pensamento, à capacidade de racionalizar, de avaliar, de sopesar, de calcular?

Por que damos uma ênfase tão extraordinária à mente?

- J.Krishnamurti

Sobre o Vazio Existencial:http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2013/06/vazio-existencial.html

 
Sabe, de fato não temos amor – essa é uma coisa terrível de se perceber. De fato não temos amor; temos sentimento; temos emocionalismo, sensualidade, sexualidade, temos lembranças de alguma coisa que pensamos que era amor.

Mas de fato, brutalmente, não temos amor. Porque ter amor significa não ter violência, nem medo, nem competição, nem ambição.

Se você teve amor, nunca dirá, “Esta é minha família.” Você pode ter uma família e lhe dar o melhor que pode; mas ela não será “sua família” que está em oposição ao mundo.

Se você ama, se existe amor, existe paz.

Se você amasse, educaria seu filho não para ser nacionalista, não para ter apenas uma profissão técnica e tratar apenas de seus pequenos assuntos; você não teria nacionalidade. Não haveria divisões de religião, se você amasse.

Mas como essas coisas de fato existem – não teoricamente, mas brutalmente – este mundo hediondo, mostra que você não tem amor.

Mesmo o amor da mãe por seu filho não é amor. Se a mãe realmente amasse seu filho, você acha que o mundo seria assim?

Ela cuidaria que ele tivesse o alimento correto, a educação correta, que fosse sensível, que apreciasse a beleza, que não fosse ambicioso, ganancioso, invejoso. Então a mãe, conquanto ela possa pensar que ama seu filho, não ama. Então não temos esse amor.

Jiddu Krishnamurti
The Collected Works, Vol. XV Varanasi 5th Public Talk 28th November 1964
http://www.vidaplenaebemestar.com.br/amor/j-krishnamurti-de-fato-nao-temos-amor

 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Quando a esperança e a tentativa de entender não existe, então a vida se torna significativa. A Vida, sua existência, tem uma enorme qualidade. Todos os seus conceitos sobre amor, beatitude, felicidade infinita, paz, só bloqueiam essa energia natural da existência. Como posso fazer você entender que o que estou descrevendo não tem absolutamente nada a ver com todas essas coisas religiosas? 

Você vê centenas de corpos levados na camionete depois da morte, e ainda assim você não pode imaginar sua própria morte. É impossível, pois a sua própria morte não pode ser experimentada por você.

UGK
São os que creem em Deus, que pregam a paz e falam de amor, que criaram a selva humana. Comparada com a selva do homem, a selva da natureza é simples e sensível! Na natureza, os animais não matam sua própria espécie. Isso faz parte da beleza da natureza. A este respeito, o homem é pior do que os outros animais. O chamado homem "civilizado" mata por ideais e crenças, enquanto os animais só matam para sobreviver.

UG
Sabem o que significa amar alguém?

Sabem o que significa amar alguém? Sabem o que significa amar uma árvore, uma ave, um animal de estimação, ao ponto de cuidarmos com desvelo do ser que amamos, nutri-lo, acarinhá-lo, embora ele nada nos dê em troca — embora a árvore não nos dê sombra, o animal não nos siga os passos e não dependa de nós? A maioria de nós não amamos dessa maneira; em verdade, não sabemos o que isso significa, porque nosso amor é sempre cercado de ansiedade, de ciúme, de medo — e isso implica que estamos dependendo de outrem, interiormente, que desejamos ser amados também. Não amamos simplesmente, sem nada mais desejarmos. Queremos retribuição; e isso justamente, nos torna dependentes.

Krishnamurti — A Cultura e o problema humano.

http://pensarcompulsivo.blogspot.com.br/2013/07/sem-amor-liberdade-e-mera-ideia-sem.html